A obesidade e o coração
O termo obesidade refere-se ao excesso de gordura corporal que geralmente decorre da ingestão maior de calorias que seria necessária para o metabolismo durante um período de tempo prolongado.
A obesidade atualmente é considerada um problema de saúde pública no mundo inteiro e é fator responsável por muitas complicações relacionadas à saúde; portanto, são necessárias medidas informativas para toda a população a fim de diminuir esta tendência.
IMC – Índice de Massa Corporal
O índice de massa corporal (IMC) é um método que permite medir a composição corporal e determinar se o peso é adequado em relação à estatura. É uma ferramenta acessível, que denota se uma pessoa apresenta baixo peso, peso normal, sobrepeso ou obesidade.
A fórmula para obter o IMC é muito simples e se obtém dividindo o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros.
Exemplo: IMC=KG/M2 – 67kg/1.70m2=67/2,89=23
Tem-se a seguinte classificação, de acordo com os consensos internacionais:
IMC menor que 18,5: peso inferior ao normal.
IMC entre 18,5 – 24,9: normal.
IMC entre 25,o – 29,9: sobrepeso.
IMC maior que 30,0: obesidade.
Complicações da obesidade
Saiba porque a obesidade prejudica o coração?
A obesidade prejudica o coração porque, à medida que há maior sobrepeso, o coração faz maior esforço; sendo assim quanto maior esforço (trabalho) realizado pelo coração, mais doenças cardiovasculares podem ocorrer.
O excesso de gordura favorece a alteração dos processos metabólicos e funcionais, já que o acúmulo de células gordurosas (adipócitos) não ocorre somente na barriga, mas também nos vasos sanguíneos (artérias e veias). Esse acúmulo de gordura altera o funcionamento adequado do coração e o obriga a trabalhar em excesso, sofrendo, dessa forma, prejuízo de sua função.
Doenças e obesidade
Confira as doenças mais comuns relacionadas à obesidade e que afetam o coração, estão as seguintes:
- Doenças isquêmicas do coração (angina, infarto)
- Hipertensão arterial (pressão alta)
- Dislipidemias (colesterol, triglicérides elevados).
Foi comprovado que a hipertensão arterial é 3-5 vezes mais frequente nos obesos, o que duplica a mortalidade por doenças cardiovasculares e aumenta a incidência de casos de infartos fatais e não fatais.
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