Linguagem e Skinner: Entenda como os Behavioristas viam a Linguagem
Embora pareça haver alguma uniformidade entre as culturas de línguas quando pensamos em aquisição e a forma da linguagem, existe uma variedade de teorias relativas à mesma. Filósofos, psicólogos, lingüistas, biólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, cada um, por sua formação, seus interesses, seus pensamentos entendem a linguagem de uma forma diferente. Essas visões diferentes originaram diversas abordagens ao estudo da Aquisição da Linguagem.
Na década de 50 travou-se um debate entre duas escolas de pensamento: uma liderada por B. F. Skinner e outra liderada pelo lingüista Noam Chomsky.
Em 1957 Skinner retomou esse conceito dizendo que, como a maioria dos reflexos automáticos, formas de comportamento humano, inclusive a linguagem, pode ser condicionada. Ele sustentava que, o aprendizado da linguagem, como qualquer outro aprendizado, baseia-se na experiência.
Desta forma, Skinner reduziu a linguagem a um comportamento observável ou ao resultado de um tal comportamento. O comportamento é a soma das respostas do indivíduo aos acontecimentos que se desenrolam em seu arredor ou a diferentes estímulos. As respostas podem ser diferente, por exemplo, emocionais, motrizes, verbais, etc. O condicionamento fundamenta-se em bons comportamentos ou operantes, prosseguindo através do reforço positivo e maus comportamentos eliminados através de punição.
Pensando na aprendizagem verbal, palavras ditas corretamente são recompensadas por aprovação com sorrisos, atenção e elogios, ou apenas pelo prazer básico da vocalização, enquanto as elocuções incorretas não são reforçadas e assim, aos poucos a criança deixa de emiti-los, substituindo por verbalizações corretas. O cuidador torna-se o professor, moldando as produções da criança para aproximar-se do modelo de linguagem adulto.


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