Lírio do Norte com Lagarta – Combater Praga
Estrela Dalva, lírio do norte, lírio do amazonas, estrela de Belém, estes são alguns dos nomes mais conhecidos da planta Eucharis grandiflora, uma planta perene, de interiores e meia sombra que floresce lindamente até três vezes ao ano conforme as condições da planta.
O lírio do norte é da família das Amaryllidaceae que se reproduz por bulbos ou batatas ou pela divisão de touceiras. A melhor época para replantar o lírio do amazonas é no período da dormência, que acontece no final do outono e início do inverno.
Originária da América do Sul, o lírio de Belém é nativo de florestas tropicais e vive muito bem sob copas de árvores com meia sombra e clima quente úmido, por isso que ela pode ser cultivada dentro de casa próximo a uma janela, sob uma marquise, na varanda ou no quintal embaixo de árvores que produzam sombra à planta.
Com folhas verde intenso, ovalada e brilhante, caule redondo e suculento, flores que nascem em longos caules e se abrem em grupos de 3 ou mais flores brancas perfumadas, delicadas cerosas e muito lindas, que lembram uma estrela de seis pontas com suas seis pétalas alvas.
A floração acontece com mais frequência no final do inverno e início da primavera. O lírio do Norte fica muito bem em um vaso plantado com terra adubada e arenosa, com boa drenagem, fofa. A adubação deve ser feita a cada três meses, com NPK ou adubação equivalente e orgânica, podendo chegar a 40 cm de altura.
Pragas do lírio do Norte
Após toda esta descrição do lírio do Norte, que poderia ter mais linhas, já que se trata de uma planta linda, ornamental e nativa, vamos falar das pragas que podem atacar suas lindas folhas verde e macias.
Na minha casa as lagartas atacaram as folhas da Estrela Dalva e quando percebi só restavam duas folhas pela metade. Eram lagartinhas rajadas e escuras como mostra a foto acima que rapidinho retiraram toda a seiva das folhas deixando somente uma película transparente e fina.
No caso do ataque de lagartas, é preciso ficar sempre atenta e retirar uma a uma antes que elas destruam toda a planta. Vale lembrar que quando surgem estas lagartas é preciso remover a terra e procurar a pupa, que na minha planta tinha, veja foto abaixo, eram duas pupas e estavam furando a batata da planta.
A borboleta ou inseto bota seu ovo na folha da planta, o ovo vira lagarta, que se enterra no solo e se transforma na pupa e depois no inseto adulto ou borboleta, num ciclo que se completa em média em 25 dias e se repete sempre.
Pupa da lagarta
Outras doenças que podem atacar o lírio do Amazonas são os fungos por excesso de umidade e os pulgões. O excesso de umidade pode fazer com que os bulbos apodreçam, a dica é evitar que a terra fique encharcada dando boa condição de drenagem e molhando a terra quando secar, nada de rega excessiva.
Estas pragas e doenças devem ser combatidas manualmente tentando salvar as folhas no caso de ácaros e fungos, retirando as folhas doentes ou atacadas, diminuindo a rega em dias úmidos e chuvosos e no caso de ataque mais severo, podar totalmente a planta e fazer o replantio, deixando os bulbos secarem uns dias.
A calda de folha de mamona ajuda combater fungos em plantas.
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