Periodização da Roma Antiga – Tudo sobre Monarquia, República e Império
A Roma Antiga conheceu três formas diferentes de governo: a Monarquia, a República e o Império.
Monarquia
Foi adotada até o século VI a.C. onde os Romanos eram governados por um rei que acreditavam ter origem divina.
É o período de Roma menos conhecido pelos historiadores por conter poucos vestígios e documentos em boas condições que nos mostre como foi a Monarquia Romana.
O que sabemos é que houve sete reis romanos sendo que o primeiro deles foi Rômulo. A grande maioria desses reis era de origem etrusca
Durante esse período, o monarca (rei) acumulava os poderes executivo, judicial e religioso, e era auxiliado pelo senado, ou conselho de anciãos, que detinha o poder legislativo e de veto, decidindo aprovar, ou não, as leis criadas pelo rei.
O último rei de Roma teria sido Tarquínio, o Soberbo (534 a.C.-509 a.C.) que, em razão de seu desejo de reduzir a importância do senado na vida política romana, acabou sendo expulso da cidade e também assassinado. Este foi o fim da monarquia em Roma.
República
No início da República romana a sociedade era dividida em quatro classes, sendo elas: Patrícios, Clientes, Plebeus e Escravos.
Houve uma forte decadência política onde a plebe entrou em conflito com os patrícios em uma luta que durou cerca de 200 anos. Ainda assim os romanos conseguiram conquistar a maior parte da Penísula Itálica e a região do Mediterrâneo.
Após uma longa batalha contra Cartago, ocuparam a Penísula Ibérica, Gália e o Mediterrâneo Oriental. Esses territórios conquistados se tornaram províncias que eram obrigadas a pagar impostos ao governo romano como um sinal de submissão.
As conquistas tornaram o exército romano imbatível e fizeram com que fosse investido em estradas e no aperfeiçoamento de técnicas militares. O exército era também muito disciplinado já que a qualquer discuido as punições eram espancamentos e decapitações.
Essas conquistas também transformaram a sociedade, a economia e a política da Roma Antiga. Houve um aumento no desemprego, o surgimento de cavaleiros e novas atividades como a cobrança de impostos e o fornecimento de alimentos para o exército.
No campo cultural houve forte influencia dos gregos. As roupas ganharam enfeites, surgiram os cosméticos, a religião ganhou traços gregos, e a alimentação se tornou mais requintada e parecida com a oriental.
Por conta dessa influencia multiplicou-se a desunião entre os casais e as famílias passaram a evitar ter filhos, o que desencadeou uma série de lutas políticas. A sociedade acabou se dividindo em dois partidos, o popular e o aristocrático, iniciando assim a decandência da República Romana.
Império
Neste periodo imperadores tiveram muito destaque: Julio César e Augusto.
Julio César, após muitos conflitos acabou se tornando ditador e com o apoio do exército e da plebe, passou a acumular títulos. Com esses títulos o imperador já podia mudar a Constituição, escolher os senadores e comandar o exército. Tinha ainda muitos privilégios e era venerado como um deus.
Escultura do Imperador romano Julio César
Com tanto poder em mãos, iniciou uma série de reformas e acabou conseguindo um forte apoio popular. Entre suas mudanças estavam: o fim das guerras civis, reorganização financeira, introdução do ano bissexto, mudança no calendário, fundação de colônias e muito mais.
Julio César foi assassinado no dia 15 de marco de 44 a.C. e o seu sucessor, Augusto, marcou o início de um período de prosperidade e calma. Este também tomou uma série de medidas como a profissionalização do exército, criação do Conselho do Imperador, implantação de três ordens sociais, criação do correio entre outros.
Mesmo após a saída de Augusto, Roma vivia o seu melhor período onde o império crescia e se tornava cada vez mais poderoso.
Houve ainda quatro dinastias de imperadores: Dinastia Julio-Claudiana, Dinastia dos Flávios, Dinastia dos Antoninos e Dinastia dos Severos.
A partir de 235 o Império passou a ser governado por imperadores-soldados até que cerca de 50 anos depois foi dividido em dois: Oriente (governado por Diocleciano) e Ocidente (governado por Maximiano). Acreditava-se que a Tetrarquia (sistema de governo em que o poder era dividido entre quatro indivíduos, denominados "tetrarcas") facilitava a defesa e aumentava a eficiência do Estado.
Outro importante imperador foi Constantino, que governou de 313 até 337. Constantino fundou Constantinopla e transferiu para lá a sede do governo, abolindo assim o sistema de tetrarquia.
Uma forte crise econômica enfraqueceu o Império por volta do século IV, que acabou sendo invadido e dominado pelos bárbaros. Foram formados então vários reinos: Vândalos, Ostrogodos, Visigodos, Anglo-Saxões e Francos.
No ano de 476 o Império Romano do Ocidente acabou se desintegrando restando apenas o Império Romano do Oriente. Roma manteve uma parte de sua importância embora tenha se tornado uma modesta cidade com população reduzida. Ainda assim foi nomeada e é até hoje a Capital da Itália.
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Comentários
Ver comentários (8)
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adorei!obg
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otimo,me ajudou no trabalho de historia
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