Indústria do Vidro no Brasil
Os egípcios, fenícios, assírios, sírios, babilônios, romanos e gregos já realizavam trabalho com o vidro há milhares de anos atrás. Por isso não é possível atribuir a descoberta do vidro a apenas um povo.
Se sabe que há 2700 a.C os Mesopotâmios e os Egípcios já conheciam as rudimentares de fabricação do mesmo. Os egípcios utilizavam deste para fazer adornos, vidros, frascos para perfumes… era muito utilizado na arte.
A indústria do vidro no Brasil:
Em 1624-1635 abriu-se a primeira oficina de vidro montada por quatro artesões que acompanharam o Príncipe Maurício (invasão holandesa) em Olinda – PE. Esta oficina fabricavam copos, vidros para janelas e frascos.
Assim que os holandeses saíram a fábrica fechou fazendo o vidro voltar para a economia por volta de 1810.
Em 12 de janeiro de 1810 o português Ignácio da Siqueira Nobre recebeu uma carta que autorizava a instalação de uma fábrica de vidro no Brasil. Assim foi aberta a fábrica na Bahia (que entrou em operação em 1812) e produzia vidros lisos , brancos, de cristal, frascos, garrafas e garrafões. Por dificuldades financeiras em 1825 a fábrica fechou.
No Rio de Janeiro, em 1839 um homem de nome Folco, fundou a fábrica Nacional de Vidros São Roque que funcionava apenas com processos manuais mas sofreu com a concorrência europeia e começou a vender seus vidros por qualquer preço.
Em 1878 foi fundada a Fabrica de Vidros e Cristais por Francisco Antônio Esberard que funcionou até 1940.Cerca de 600 pessoas trabalhavam na fábrica (operários e artistas do vidro), estes utilizavam de pequenos e grandes fornos, máquina a vapor e também elétricas. Copos, janelas e vidros para lampiões eram fabricados ali onde também eram importadas máquinas da Europa para a fabricação de frascos e garrafas.
A primeira fabricação de vitrais no Brasil aconteceu graças ao alemão Renania Conrado Sorgenicht em 1875, que estabeleceu a oficina em São Paulo.
O desenvolvimento da indústria do vidro no Brasil teve início a partir do séc.XX onde foram introduzidos fornos que continham maior o calor e máquinas automáticas ou semi-automáticas para que fosse possível a produção em massa. Antes disso a fabricação deste era completamente artesanal onde o processo de sopro e prensagem era feitos manualmente peça por peça.
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