Circulação Venosa – Fatores que modificam o Retorno Venoso, Veias e Vênulas
O gradiente de pressão no leito venoso, que garante a propulsão do sangue para a periferia do coração, é de cerca de 15 mmHg, mas existem fatores, físicos e fisiológicos, capazes de alterar o volume de sangue que retorna ao coração.
FATORES QUE MODIFICAM O RETORNO VENOSO
- GRADIENTE DE PRESSÃO VENOSA: alterações na pressão venosa central (PVC = pressão do átrio direito) modificam o retorno venoso e com isso, a curva de função vascular. Quanto maior a pressão no átrio direito, menor a função vascular, havendo assim uma redução do gradiente de pressão venosa.
- POSTURA (efeitos gravitacionais): o retorno venoso é mais eficaz na posição supina, mas insuficiente na posição ereta (70% do sangue está abaixo do nível do coração, fazendo com que o efeito gravitacional se oponha ao retorno venoso e haja um aumento da pressão da coluna líquida), o que torna necessários alguns mecanismos de compensação.
- VÁLVULAS VENOSAS: impedem a volta do sangue para a periferia, fracionando a coluna líquida e reduzindo a pressão venosa. As varizes impedem o bom fechamento dessas válvulas e prejudicam o retorno do sangue ao coração.
- 4. BOMBA MUSCULAR ESQUELÉTICA: a musculatura esquelética dos membros inferiores comprime as veias durante os movimentos, de modo a favorecer o retorno venoso.
- 5. BOMBA RESPIRATÓRIA: o movimento do tórax durante a respiração comprime as veias, com uma ação que se opõe ao efeito gravitacional e facilita o retorno venoso.
- 6. TÔNUS VENOSO: quanto maior o tônus venoso, maior a capacidade de vasoconstrição e maior o retorno venoso. O músculo liso vascular também é excitável, tem automatismo, contratilidade e condutibilidade, o que permite a ativação da miogênese promovendo vasoconstrição e aumento da pré-carga do coração.
- ESTIMULAÇÃO SIMPÁTICA: havendo maior tônus simpático, há maior vasoconstrição e maior retorno venoso.
- VOLEMIA: havendo maior volemia, há um aumento da pré-carga que significa maior retorno venoso.
- DISTENCIBILIDADE: a complacência ventricular influencia propriedades diastólicas do ventrículo.
- TEMPERATURA: quanto maior a temperatura, maior a capacitância venosa e maior o retorno venoso.
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Fonte – AIRES, Margarida de Mello. Fisiologia. 3ª Ed. Fisiologia Cardiovascular.
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